sábado, 21 de fevereiro de 2026

OVERTRAINING PODE SURGIR AOS POUCOS QUANDO A RECUPERAÇÃO NÃO É ADEQUADA

OVERTRAINING SURGE QUANDO RECUPERAÇÃO NÃO ACOMPANHA O TREINO
Treinar mais nem sempre significa evoluir mais. O overtraining aparece justamente quando o volume e a intensidade dos exercícios crescem sem que o corpo tenha tempo suficiente para se recuperar. Em vez de ganhos de força e disposição, surgem cansaço persistente, queda de rendimento e até alterações de humor.
O organismo precisa de equilíbrio entre estímulo e descanso. Durante o treino as fibras musculares sofrem pequenas lesões planejadas. É no período de recuperação que elas se reorganizam e ficam mais fortes. Quando esse intervalo é encurtado repetidamente, o corpo entra em estado de alerta e passa a regredir.
Os sinais do overtraining vão além da dor muscular comum. Insônia, irritabilidade, falta de apetite, perda de motivação e aumento da frequência cardíaca em repouso são alertas importantes. Muitas pessoas confundem esses sintomas com preguiça e tentam compensar treinando ainda mais, o que agrava o quadro.
Outro indicador é a estagnação de resultados. A pessoa treina todos os dias, mas não consegue progredir nas cargas nem melhorar o tempo na corrida. O sistema nervoso fica sobrecarregado e a coordenação dos movimentos piora, aumentando o risco de lesões.
A prevenção começa com planejamento inteligente. Alternar dias intensos com sessões leves, variar grupos musculares e respeitar ao menos um dia de descanso por semana são estratégias simples e eficazes. O corpo precisa de pausas para transformar esforço em evolução.
O sono tem papel central. Dormir pouco reduz a produção de hormônios ligados à recuperação e aumenta o estresse inflamatório. Sem noites de qualidade, nenhum programa de treino se sustenta por muito tempo.
A alimentação também influencia. Déficit calórico severo, baixa ingestão de proteínas e desidratação dificultam o reparo muscular. Comer bem não é luxo, e sim parte do treinamento.
Pessoas muito motivadas costumam ser as mais vulneráveis ao overtraining. A vontade de acelerar resultados faz ignorar sinais do corpo. Aprender a ouvir essas mensagens é atitude de maturidade, não de fraqueza.
Quando o quadro já está instalado, a solução passa por reduzir a carga, priorizar exercícios leves e investir em técnicas de recuperação como alongamentos, massagem e controle do estresse. Em alguns casos, acompanhamento profissional se torna necessário.
É importante diferenciar cansaço normal de esgotamento crônico. Sentir-se fatigado após um treino intenso é esperado; permanecer exausto por semanas não é. A linha entre esforço produtivo e excesso prejudicial pode ser sutil.
Treinar deve melhorar a vida, e não roubar energia para o trabalho e para a família. Resultados duradouros nascem de consistência, não de heroísmos de curto prazo.
O overtraining ensina lição valiosa: evolução física é construção de longo prazo. Respeitar o tempo do corpo costuma ser o caminho mais rápido para chegar longe.
E você, tem dado ao seu corpo o mesmo cuidado na recuperação que dedica aos dias de treino?
Fonte: Colégio Americano de Medicina do Exercício e Journal of Sports Science & Medicine

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