sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SOBRE CEULITE

Celulite - Saiba mais...
1. TRATAMENTOS ESTÉTICOS RESOLVEM O PROBLEMA?
De acordo com pesquisas norte-americanas, tanto cosméticos como tratamentos estéticos (endermologia , drenagem linfática, ultra-som) atuam apenas na aparência da celulite. Os cremes agem superficialmente e, se você deixar de usa-los, o benefício desaparece. Massagens e  tratamentos estéticos tendem a apresentar resultados temporários. Devem ser feitos constantemente (como os exercícios) e, na maioria das vezes, têm custo elevado.
2. FAZER ESTEIRA TODOS OS DIAS DIMINUI A CELULITE?
O treino aeróbico e' excelente para emegrecer e melhorar sua saude,mas não é suficiente para desenvolver as coxas e o glúteo, onde o problema aparece com mais freqüência. Se o desejo é atacar o problema de frente é necessário aumentar a massa muscular. Assim, sua pele ficará mais rígida, acima da camada de gordura.
3. É SÓ EMAGRECER PARA SE LIVRAR DO ASPECTO "CASCA DE LARANJA"?
o tamanho e a largura dos filamentos que entremeiam a camada de gordura, ligando-a à pele, são determinados geneticamente. Isso significa que você pode ser magra e ter o problema se apresentar uma profusão de ligações, que irão unir até mesmo uma quantidade pequena de gordura.celulites mais teimosas são observadas em mulheres que estão abaixo do peso, não fazem exercícios e apresentam músculos pouco tonificados

O NEGÓCIO É AUMENTAR A MASSA MUSCULAR E DIMINUIR A CAMADA DE GORDURA.... vamos lá galera!!!!

sábado, 24 de dezembro de 2011

ALGO SOBRE DIETAS DA MODA


DIETAS DA MODA

            Ao longo do ano, o numero de poções mágicas para a perda de peso vão aumentando. Há as dietas milagrosas, as dietas radicais, há aquelas que sobrevivem apenas aquele verão, dieta da sopa,dieta da lua, dieta da luz, enfim, cada uma com sua proposta “mágica”.
            Chegam, anunciam seus milagres, arrebanham seguidores ,depois desaparecem. A obesidade está aumentando consideravelmente em várias regiões do mundo e as pessoas procuram os regimes milagrosos para manter o peso ideal.
            Recentemente, a ANVISA, a agência nacional de vigilância sanitária, proibiu a venda de dezenas de produtos que estavam no mercado anunciando o milagre do emagrecimento.
            É importante alertar para os perigos e frustrações que trazem essas soluções: os regimes de fome e os da moda, não fazem perder peso de forma saudável e contínua. Além de falharem no aspecto nutricional e proporcionarem baixa saciedade, esses regimes limitam a manutenção do peso em longo prazo, pois não permitem que as pessoas criem hábitos alimentares saudáveis e permanentes. Desta forma, na maioria das vezes a pessoa recupera o que emagreceu e adquire o “efeito sanfona”. O sucesso para a perda de peso está na adoção de um estilo de vida saudável, que inclui mudanças nos hábitos alimentares e exercícios físicos freqüentes.

PLANO ALIMENTAR: a literatura científica tem demonstrado resultados não satisfatórios com tratamentos fundamentados em dietas rígidas. Planos alimentares mais flexíveis têm produzido resultados muito melhores , com menor risco de compulsão alimentar e maior facilidade de manutenção de um peso adequado.
            Somente através de um hábito alimentar equilibrado é possível manter-se o peso desejado a longo prazo.

ELEMENTOS BÁSICOS- PLANO ALIMENTAR
- fazer várias refeições ao dia(de 4 a 6) . O desjejum, principalmente, é muito importante para um tratamento bem sucedido.
- evitar alimentos mais gordurosos. Ex: fritas, embutidos,etc.
- comer carboidratos em todas as refeições (pão,feijão,arroz,batata,etc.), sem exagerar, dando sempre preferência aos carboidratos integrais(pão integral,farelo de trigo, aveia).
-comer bastante verduras, legumes e frutas(exceção para abacate e açaí, que são bastante calóricos).
-usar moderadamente e de forma esporádica açúcar,doces,bebidas alcoólicas e gorduras, principalmente as de origem animal.
-participar ativamente na elaboração dos cardápios e na escolha dos alimentos, afim de que sua dieta contenha alimentos de sua preferência


            É  válido ressaltar que o emagrecimento com bom senso, respeitando o ritmo de cada organismo, levará a um redução de gordura , redução da celulite, melhora de contornos corporais e acima de tudo promoverá a melhora da saúde. É importante emagrecer e principalmente manter o peso perdido e isso somente se torna possível com exercícios físicos e com reeducação alimentar, ou seja , é necessário aprender o que , como e quanto comer.

sábado, 10 de dezembro de 2011

ARTROSE

               
ARTROSE                    
               


Sinônimos e Nomes Populares:
Osteoartrose, doença articular degenerativa. Os pacientes com freqüência referem-se à Osteoartrite como artritismo.
O que é?
É a doença articular mais freqüente e a cartilagem é o tecido inicialmente alterado. A cartilagem está aderida à superfície dos ossos que se articulam entre si. É formada por um tecido rico em proteínas, fibras colágenas e células.
Como se desenvolve?
A Osteoartrite (OA) tem início quando alguns constituintes protéicos modificam-se e outros diminuem em número ou tamanho. Há tentativa de reparação através da proliferação das células da cartilagem mas o resultado final do balanço entre destruição e regeneração é uma cartilagem que perde sua superfície lisa que permite adequado deslizamento das superfícies ósseas.
Este processo acompanha-se de liberação de enzimas que normalmente estão dentro das células cartilaginosas. A ação destas enzimas provoca reação inflamatória local a qual amplifica a lesão tecidual. Aparecem erosões na superfície articular da cartilagem que fica como se estivesse cheia de pequenas crateras. A progressão da doença leva ao comprometimento do osso adjacente o qual fica com fissuras e cistos.
Ao mesmo tempo, aparentemente como uma tentativa de aumentar a superfície de contato e procurando maior estabilidade, o osso prolifera. Mas não é um osso normal, sendo mais rígido e mais suscetível a microfraturas que ocorrem principalmente em articulações que suportam peso.
Aparentemente devido à reação inflamatória local todos os elementos da articulação sofrem hipertrofia: cápsula, tendões, músculos e ligamentos. As articulações sofrem aumento de volume e podem estar com calor local.
O grau de comprometimento é bastante variado. A doença pode evoluir até a destruição da articulação ou estacionar a qualquer momento. Há indivíduos que têm deformidades nos dedos e que nunca sentiram dor e outros que terão dor e progressiva piora da doença com conseqüentes deformidade e diminuição da função articular.
Não se conhece o gatilho inicial da Osteoartrite. Acredita-se que mecanismos diferentes levem às mesmas alterações na função e composição das estruturas articulares.
Freqüência
A doença torna-se evidente a partir dos 30 anos de idade. Estima-se que 35% das pessoas já tenha Osteoartrite (OA) em alguma articulação nesta idade, sendo a grande maioria sem sintomas. Joelhos e coluna cervical são os locais mais atingidos. Aos 50 anos aumenta muito a prevalência e a partir da década dos 70 anos 85% dos indivíduos terão alterações ao RX.
Fatores de risco
Osteoartrite (OA) nos dedos das mãos é mais freqüente em mulheres e tem grande incidência familiar, favorecendo um mecanismo genético.
Osteoartrite em articulações que recebem carga, como quadris e joelhos, são mais freqüentes em obesos o mesmo podendo acontecer com a coluna vertebral.
Defeitos posturais como pernas arqueadas ou pernas em xis favorecem Osteoartrite de joelhos. Posição inadequada do fêmur em relação à bacia leva à degeneração cartilaginosa em locais específicos da articulação coxo-femural.
Do mesmo modo, defeitos nos pés levarão à instalação de Osteoartrite, sendo o joanete o melhor modelo. Entretanto, há pacientes que sofrem outro tipo de OA no dedo grande do pé que não se relaciona com defeito postural.
Hiperelasticidade articular, mais comum em mulheres, pode permitir que as superfícies articulares ultrapassem seus limites anatômicos e a cartilagem, deslizando em superfícies duras, sofre erosão. Osteoartrite OA entre fêmur e rótula (femuropatelar) é um exemplo comum.
Doenças metabólicas como diabete e hipotireoidismo favorecem o desenvolvimento de Osteoartrite.
Outras doenças que afetam a cartilagem como artrite reumatóide, artrite infecciosa e doenças por depósitos de cristais (gota e condrocalcinose) podem apresentar-se com o mesmo tipo de lesão e são rotuladas como Osteoartrite (OA) secundária.
Manifestações clínicas
O que se sente?
Antes da dor, os pacientes com OA podem reclamar de desconforto articular ou ao redor das articulações e cansaço. Posteriormente, aparece dor e, mais tarde, deformidades e limitação da função articular. No início, a dor surge após uso prolongado ou sobrecarga das articulações comprometidas.
Mais tarde, os pacientes reclamam que após longo período de inatividade como dormir ou sentar-se por muito tempo em Osteoartrite de quadris ou joelhos, há dor no início do movimento que permanece alguns minutos.
São exemplos a dor discreta com rigidez que dura alguns minutos nos dedos pela manhã e nos joelhos também de manhã ou após algum tempo sentado. Nos pacientes que têm piora progressiva a dor fica mais forte e duradoura e as deformidades acentuam-se.
Na Osteoartrite de quadris e joelhos, subir e descer escadas fica mais difícil assim como caminhadas mais longas.
A inflamação pode produzir aumento do líquido intra-articular. Nestas situações a dor aumenta, os movimentos ficam mais limitados e a palpação articular evidencia calor local além da presença do derrame.

Acredita-se que só o fato de uma articulação estar comprometida já é suficiente para que se desenvolva atrofia muscular, mas certamente a falta de movimentos completos e a inatividade são fatores coadjuvantes importantes. Em casos extremos, os pacientes necessitam fazer uso de bengalas ou muletas. Raramente um paciente com Osteoartrite de quadris ou joelhos vai para cadeira de rodas.         

sábado, 12 de novembro de 2011

TREINAMENTO DE FORÇA PARA A TERCEIRA IDADE

TREINAMENTO DE FORÇA PARA TERCEIRA IDADE

INTRODUÇÃO
            Entende-se por uma boa qualidade de vida  , o indivíduo sentir-se apto para realizar qualquer atividade que exija uma aptidão física tendo um dispêndio minimo de energia , não encontrando limitações para  suas tarefas.
            A relação entre atividade física  , saúde , qualidade de vida e envelhecimento é cada vez mais discutida e analisada  no meio acadêmico. Atualmente  , existe um consenso entre os profissionais da área de saúde : a atividade física é um fator determinante no processo de envelhecimento .
            As evidências epidemiológicas nos dão respaldo para entender que a atividade física regular e a adoção de um estilo de vida ativo , são necessários para a promoção da saúde e qualidade de vida. O treinamento de força faz parte de um programa global de exercícios  físicos, resultando em aumento significativo nos ganhos de força , resultando em benefícios musculares e ósseos . Com  isso , o idoso consegue por mais tempo , manter-se apto a desenvolver suas atividades diárias.

SARCOPENIA
            O processo degenerativo do organismo acentua-se a partir dos 60 anos , trazendo como consequências , uma significante diminuição da massa muscular e da força. Dr. Willians Evans , nos anos de 1990 , parece ter sido o primeiro a utilizar o termo sarcopenia , se referindo a uma diminuição da massa muscular a medida em que envelhecemos . Acredita-se que , quando o pêso corporal se mantém constante ao longo dos anos , é possível que algum grau de sarcopenia esteja ocorrendo , pois estudos têm evidenciado modificações na composição corporal(aumento da gordura corporal e redução da massa muscular). Estudos mostram que a redução do tamanho das fibras musculares individuais ocorre primordialmente nas fibras musculares tipo II (contração rápida).Desse modo , muito da redução da forçaestá relacionada á hipotrofias seletivas das fibras musculares do tipo II.
A força é uma componente importante para atividade diária do idoso . Através dela , o idoso consegue manter por mais tempo , suas capacidades funcionais , não perdendo sua autonomia.

OSTEOPENIA
            O sedentarismo e o envelhecimento promovem , na saúde óssea , um declínio da densidade mineral óssea (DMO - quantidade máxima de tecido ósseo alcançado durante a vida) ou no conteúdo mineral total . A osteoporose , cujo significado é osso poroso  , constitui uma doença esquelética sistêmica , caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea e sua deterioração , aumentando a fragilidade e susceptibilidade a fraturas. Representa na atualidade , um dos maiores problemas da saúde pública, sendo uma das principais causas de fraturas em indivíduos da terceira idade e em mulheres pós-menopáusicas  , provocando morte prematura , incapacidade física e grandes gastos médicos.
            Os exercícios têm papel fundamental não só na profilaxia , como também no tratamento da osteoporose . Entretanto , a forma como estes estimulam o aumento da DMO , não está bem elucidado. Adultos que apresentam um melhor nível de condicionamento físico possuem DMO maior do que sedentários.A tensão ao suporte de cargas e a contração muscular são dois fatores de grande relevância . O aumento da DMO ocorre nas regiões estimuladas por sobrecarga gravitacional  ou por  contrações razoávelmente intensas. Com isso , os maiores níveis de DMO foram encontrados em levantadores de peso (esforços curtos de alta intensidade ), seguidos por corredores de longa distância (moderados de longa duração ). Em ambos atletas  , os efeitos osteogênicos foram máximos . Acredita-se  que o exercício proporciona aumento de DMO , assim como massa muscular(hipertrofia ) , apartir de micro lesões provocadas por estresse físico . Estas levam a pensar que a sobrecarga tensional estimula o tecido ósseo aponto de produzir alguma substância estimulante da osteogênese . Usando o conceito de limiar de fratura , que é definido como a DMO abaixo do qual existe um aumento significante no risco de fraturas , a intensidade do exercício tem que ficar abaixo desse limiar e acima dos nível de homeostase . cada osso tem seu limiar específico para quantidade de estresse necessário para produzir hipertrofia . Sendo assim , treinamento de força parece ser o mais eficaz no aumento de DMO.
            A prevenção da osteoporose começa na infância com uma nutrição adequada  e atividade física regular  , aumentando assim o pico de DMO e diminuindo a perda óssea .

BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO DE FORÇA
            Ao longo dos anos , tem-se estudado a respeito dos benefícios do treinamento para o ganho de força , que possui relação direta ao ganho ou manutenção da massa muscular. É importante mantermos a força conforme envelhecemos , porque ela é vital para a saúde . Seu pico está entre 20/30 anos e estabiliza ou diminui durante os 20 anos seguintes .Após 60 anos tanto homens quanto mulheres decrescem em força , sendo nas últimas , pior na ordem de 5% ao ano.
            Estudos demonstram que , entre 60/70 anos , a força diminui em 15% , e após , em aproximadamente  30%. Com o envelhecimento , a perda de força é maior em membros inferiores que superiores, e que , com o treinamento d força , esse ganho é maior em membros inferiores do que em membros superiores .
            Para comprovar o ganho da força , foram realizados testes em idosos e observou-se que em programas de treinamento de alta e baixa intensidade , houveram ganos significativos de força. No entanto , o ganho de massa muscular , não foi proporcional ao ganho de força.
            A capacidade para o aumento de força muscular está preservada em idosos .Verificou-se um aumento significativo no tamanho do músculo observado através de tomografia computadorizada , evidenciando também , hipertrofias na área das fibras musculares tipo II e sem mudanças significativas das fibras tipo I.
            Esses  resultados só foram obtidos através de testes em programas de treinamento de força de alta intensidade .

PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIO
            Para desenvolver um programa de treinamento de força para idosos , o melhor programa é o individualizado , para atender ás variações da capacidade funcional do indivíduo respeitando suas condições de saúde . O treinamento de força deve ser parte de um estilo de vida que desenvolva o condicionamento físico em caráter permanente . É necessário haver uma reavaliação contínua dos objetivos e do planejamento do programa para obter resultados ótimos . Quando a intensidade do exercício é baixa , somente modestos incrementos na força são alcançados  por sujeitos idosos .
            Foi observado um grupo de idosos durante 10 semanas praticando exercício de força de 80% de 1RM , sem risco algum para essa população . Porém , indivíduos idosos , com baixa capacidade funcional , não permitem prescrição de exercícios de forma ideal. É necessário no inicio do treinamento , usar intensidade mais baixa , mas  , que esta seja capaz de promover adaptações no músculo. A escolha de equipamento correta para permitir a manipulação de cargas tão baixas exige muito cuidado. Deve se incluído no programa pelo menos um exercício para os principais grupamentos musculares , tomando cuidado para que a amplitude correta do movimento possa ser alcançada e o indivíduo possa controlar com segurança a carga.
            A ACSM recomenda pelo menos uma série de 8-10 exercícios para condicionar os grandes grupamentos musculares , executados 2-3 vezes por semana com carga para realizar 10-15 repetições .
            Em conclusão , o fortalecimento muscular em idosos , em particular , destaca-se como uma das principais medidas terapêuticas e profiláticas .  Sabe-se dos seus benefícios em relação ao aumento de densidade óssea , massa e força muscular , o que pode  levar á independência e reintrodução do idoso na sociedade. Sendo assim , é fundamental o engajamento do idoso em um programa regular de exercícios físicos que englobe o treinamento de força.




domingo, 4 de setembro de 2011

EXERCÍCIOS ESPORÁDICOS

EXERCÍCIOS ESPORÁDICOS SÃO RISCO PARA A SAÚDE

Uma conclusão controversa é que pode parecer melhor não se exercitar a fazer exercícios físicos esporadicamente. Sabemos que o exercício físico praticado uma vez por semana pode ser o gatilho de eventos cardíacos. O mesmo risco pode ocorrer nas atividades físicas intensas de quem tem histórico prévio de doenças cardíacas. “Se a pessoa tiver um acompanhamento médico e realizar exames regularmente, o exercício não é prejudicial, mesmo se praticado só de vez em quando”, afirma Dr. Nabil Ghorayeb, chefe da Seção Médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.
Mas, e quanto ao aumento de quase três vezes nos riscos de se ter um ataque cardíaco? O cardiologista explica: “Cientificamente, é um aumento significativo, mas estatisticamente, não. Em outra pesquisa, realizada com seis milhões de membros de academia durante dois anos, 66 pessoas morreram, sendo que, desse total, 70% exercitava-se somente uma vez por semana”, exemplifica Nabil. Portanto, ainda não é nenhum valor que preocupe, embora seja melhor ficar de fora dessa estatística.
O respeito aos limites é algo que deve ser sempre lembrado na hora de praticar qualquer atividade física. O especialista faz um alerta para aqueles que ultrapassam os limites de segurança. “Se ao entrar numa academia e fazer a avaliação médica, o profissional recomendar que se faça 30 minutos de bicicleta três vezes por semana, a pessoa não pode decidir sem orientação começar uma aula de spinning para ver se consegue. Se ela não tiver condicionamento físico que suporte uma aula intensa como esta, problemas como falta de ar, desmaio e até parada cardíaca podem acontecer”, explica Nabil.
Então, para quem quiser iniciar atividades físicas depois dos 50 anos, a recomendação é a mesma: respeito aos limites, sempre com uma orientação médica. “Ao fazer uma avaliação médica antes de entrar em uma academia de ginástica, o médico precisará avaliar com cuidado os limites do paciente: pressão sanguínea, pulsação cardíaca, proibições e restrições. Para quem já passou dos 50 anos de idade, essa avaliação deve ser profunda e incluir um teste ergométrico feito por um especialista em cardiologia, e não por um educador físico ou fisioterapeuta. E deve ser feita regularmente, mesmo depois de já ter iniciado as atividades físicas. O check up não tem validade, não tem previsão. Qualquer doença que se tenha, mesmo que seja uma gripe, afeta o resultado”, finaliza.

NUTRIÇÃO E CANCER

NUTRIÇÃO E CÂNCER: POSSÍVEIS INTERVENÇÕES

A perda de peso é um dos sintomas clínicos mais marcantes em pacientes com câncer. Essa diminuição de peso corporal, principalmente de massa gorda (tecido adiposo branco) e de massa magra (tecido muscular esquelético), até a década de 80 era atribuída à anorexia (induzida por fatores produzidos pelo tumor) e ao aumento do gasto energético. No entanto, a administração de suplementos nutricionais enteral ou parenteralmente não reverte esses sintomas (Bruera & Sweeney, 2000), refutando, dessa forma, a hipótese de que a deficiência de nutrientes é o agente causador da caquexia associada ao câncer.
A síndrome da caquexia é um estado metabólico que apresenta como características, anorexia, perda de peso, astenia, anemia, anormalidades do metabolismo intermediário que incluem uma utilização incomum dos substratos energéticos pelo organismo, prejuízo na absorção intestinal, balanço nitrogenado e calórico negativos, degradação de proteínas teciduais, perda de água e eletrólitos e uma consequente degeneração do organismo do paciente (ARGILES et al, 1997; SEELAENDER et al., 1999). Durante o final da década de 80 e início da década de 90, a caquexia foi atualizada a partir de um novo prisma, formulando-se uma nova concepção da mesma, como uma síndrome inflamatória crônica. Atualmente, acredita-se que fatores produzidos pelo tumor e pelo hospedeiro induzem a anorexia e as alterações metabólicas que resultam neste quadro (Bruera & Sweeney, 2000; Tisdale, 2003). Acerca disto, diversos grupos de estudiosos vêm examinando diferentes estratégias nutricionais no intuito de averiguar os potenciais efeitos dos suplementos no tratamento desta síndrome em modelo animal e humano.
Aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs) são componentes essenciais da dieta humana, uma vez que as enzimas responsáveis pela síntese dos mesmos não são produzidas pelo nosso organismo. Precisamos ingeri-las (Mero 1999). Estes constituem cerca de 1/3 das proteínas musculares e apresentam em sua cadeia lateral uma estrutura ramificada, a qual confere aos BCAAs estrutura e função diferenciadas. Estudos conduzidos por Ventrucci et al (2001), examinaram os efeitos da suplementação com leucina (a 3%) em animais portadores do tumor de Walker-256 e realizaram ensaios com o músculo esquelético (gastrocnêmio) a fim de elucidar o mecanismo de catabolismo tecidual que ocorre durante o processo da caquexia. Conforme esperado, os grupos que portavam o tumor apresentaram aumento da taxa de proteólise muscular e redução da taxa de síntese protéica muscular. Porém, o "grupo portador do tumor e tratado com dieta rica em leucina" apresentou aumento da síntese protéica e menor taxa de proteólise muscular quando comparado com o "grupo tumor não tratado com leucina". Corroborando tais resultados, Gomes-Marcondes et al (2003) observaram que a suplementação com a mesma dosagem do aminoácido em animais portadores da doença retardou a taxa de crescimento do tumor e preservou o conteúdo de miosina muscular em relação ao grupo portador que não foi suplementado com a substância. Os autores especularam que a leucina pode ter ação direta e/ou indireta sobre mecanismos que controlam estimulando a síntese e/ou inibindo o processo de oxidação protéica no músculo esquelético.
Em outro estudo, Eley et al (2007) examinaram os efeitos do tumor MAC 16 em camundongos, sobre a síntese protéica na musculatura do gastrocnêmio, e o possível efeito protetor dos BCAAs (1g/kg de peso corporal). A suplementação com BCAA causou uma supressão significativa na perda de peso corporal em ratos caquéticos, preservando significativamente o peso do músculo esquelético, através do aumento na síntese protéica e diminuição da degradação.
Em seres humanos, encontra-se um cenário ainda controverso. Por exemplo, McNurlan et al. (1994), observaram em pacientes portadores de tumor colorretal, que a infusão de uma solução nutriente intravenosa induz maior aumento na síntese protéica muscular esquelética e tumoral do que a infusão da mesma mistura enriquecida com BCAAs. Por outro lado, Biolo et al. (2006), estudando pacientes portadores de câncer colorretal e cervical, observaram que a infusão de uma mistura isonitrogenada, porém enriquecida em aminoácidos de cadeia ramificada, oferece benefícios adicionais sobre a síntese protéica muscular, observação que foi corroborada em um recente estudo conduzido por Sun et al. (2008), porém em pacientes desnutridos portadores de câncer gastrointestinal.
Coletivamente, estes dados sugerem benefícios da suplementação de aminoácidos sobre a síntese protéica muscular, também em humanos. Entretanto, a diversidade de concentração nas doses utilizadas, e dos diferentes tipos de câncer estudados, dificultam conclusões definitivas sobre o tópico.


REFERÊNCIAS:
BRUERA E SWEENEY C. Cachexia And Asthenia In Cancer Patients. Lancet Oncol. 1:138-47. 2000 Nov.
TISDALE MJ. Pathogenesis Of Cancer Cachexia. J Support Oncol. 1(3):159-68. 2003 Sep-Oct.
MERO A. Leucine supplementation and intensive training. Sports Med. 27(6):347-58. 1999 Jun.
VENTRUCCI G., MELLO MA., GOMES-MARCONDES MC. Effect of a leucine-supplemented diet on body composition changes in pregnant rats bearing Walker 256 tumor. Braz J Med Biol Res. 34(3):333-8. 2001.
GOMES-MARCONDES MC., VENTRUCCI G., TOLEDO MT., CURY L., COOPER JC. A leucine-supplemented diet improved protein content of skeletal muscle in young tumor-bearing rats. Braz J Med Biol Res. 2003. 36(11):1589-94. Epub 2003 Oct 22. ELEY HL., RUSSEL ST., TISDALE MJ., Effect of branched-chain amino acids on muscle atrophy in cancer cachexia. Biochem J. 407(1):113-20. 2007.
MCNURLAN MA., HEYS SD., PARK KG., BROOM J., BROWN DS., EREMIN O., GARLICK PJ., Tumour and host tissue responses to branched-chain amino acid supplementation of patients with cancer. Clin Sci (Lond). 86(3):339-45. Mar 1994.
BIOLO G., DE CICCO M., DAL MAS V., LORENZON S., ANTONIONE R., CIOCCHI B., BARAZZONI R., ZANETTI M., DORE F., GUARNIERI G. Response of muscle protein and glutamine kinetics to branched-chain-enriched amino acids in intensive care patients after radical cancer surgery. Nutrition. 22(5):475-82. May 2006.
SUN LC., SHIH YL., LU CY., HSIEH JS., CHUANG JF., CHEN FM., MA CJ., WANG JY. Randomized, controlled study of branched chain amino acid-enriched total parenteral nutrition in malnourished patients with gastrointestinal cancer undergoing surgery. Am Surg. 74(3):237-42. 2008 Mar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PROTEJA SE CÉREBRO E SEU CORAÇÃO

PROTEJA SEU CÉREBRO E SEU

CORAÇÃO

Para alguns pode parecer estranho imaginar que o que entra pela nossa boca produza algum efeito nos nossos cérebros. Contudo, pesquisas recentes vêm mostrando que até desordens psiquiátricas, como a depressão, os transtornos bipolares e a esquizofrenia, estão de alguma forma ligadas às deficiências nutricionais.
O mesmo se dá com aqueles que lutam contra a perda da memória, com a doença de Alzheimer ou com uma simples ansiedade ou tristeza. Nutrientes envolvidos com um bom desempenho mental incluem as vitaminas do complexo B e os ácidos graxos ômega-3. Estes e outros nutrientes melhoram também o funcionamento do nosso coração, tão requisitado durante nossos treinos.
Vitaminas do complexo B - Estas vitaminas fazem parte das enzimas que proporcionam o uso dos carboidratos, proteínas e lipídios que utilizamos para correr e também para pensar. Todas as vitaminas do complexo B são solúveis em água, assim ingerir mega suplementos não proporcionará nenhum efeito benéfico e ainda sairá caro, já que todo o excesso será eliminado através da urina.
Por isto, a dieta deve conter fontes dos alimentos ricos nas diversas vitaminas do complexo B diariamente. Os alimentos mais ricos nestas vitaminas são vegetais de folhas verde-escuras, cereais integrais, frutas e carnes magras. Como não existe um alimento perfeito, o ideal é que nossa alimentação seja bastante diversificada durante a semana para que nenhum nutriente fique em falta. Ou seja, não vale salada de alface com tomate a semana inteira. Um dia alface, no outro brócolis, no outro couve, no outro rúcula e assim por diante. Do mesmo modo para as frutas. Banana e maçã não são as únicas frutas do mundo, certo?
Mais ômega-3 - Os ácidos graxos ômega-3 são classificados em três famílias: o ácido eicosapentaenóico (EPA), docosaexaenóico (DHA) e alfa-linolênico (ALA). Este último é encontrado no óleo de canola, linhaça, nozes e é transformado no organismo nos ácidos graxos DHA e EPA, que também vêm dos peixes. O consumo de ômega-3 já foi mais abundante na dieta dos seres humanos, porém após o século 20 a proporção de ômega-3 para ômega-6 se reduziu muito, causando um desequilíbrio em nosso corpo.
A principal causa deste desequilíbrio é o consumo exagerado de óleos ricos em ômega-6, como os de milho e de soja, e os alimentos processados feitos com os mesmos. Já o ômega-3 presente especialmente nos peixes de águas salgadas e frias e no óleo de linhaça são bastante negligenciados e algumas pessoas passam vários meses ou até anos sem consumir fontes deste nutriente.
Como estes compostos são fundamentais para a estabilização de membranas do tecido nervoso, sua deficiência pode causar menor comunicação entre as células e menor troca de informações. Baixos níveis de DHA, por exemplo, têm sido ligados à depressão, às desordens de déficit de atenção, esquizofrenia, autismo e dificuldades de aprendizado, além de mau humor, já que o ômega-3 tem um papel no aumento dos níveis do hormônio antidepressivo, a serotonina.
Outros estudos mostram que a ingestão adequada de ômega-3 reduz a incidência de doenças que vão de infarto a doença de Alzheimer. Isto se dá porque o lipídio diminui a inflamação, que está associada com doenças degenerativas. Os ácidos graxos ômega-3 também têm um efeito benéfico em pessoas com doenças cardiovasculares pré-existentes.
Uma porção de peixes semanalmente pode diminuir o risco de ataques cardíacos fatais em aproximadamente 40%. Para a população em geral, duas porções de peixes ricos em DHA e EPA semanalmente são recomendadas como parte de uma dieta saudável.
Soja, fundamental - Este alimento é fonte de nutrientes fundamentais para nossa performance atlética e para nossa qualidade de vida em geral. Proteínas, fibras e isoflavonas estão presentes na soja, que hoje em dia pode ser consumida de diversas maneiras, como sucos, iogurtes, molhos, bolos ou pães.
As isoflavonas são os nutrientes que diferenciam a soja de outros produtos. As mesmas têm a capacidade de reduzir o colesterol ruim e os triglicerídeos no sangue, além de serem benéficas ao atleta por suas propriedades antioxidantes, que combatem os radicais livres e ainda nos protegem contra a aterosclerose. Para as mulheres, as isoflavonas da soja também são um aliado e tanto no alívio dos sintomas da menopausa.
Chá verde, 5 xícaras? A bebida está na moda e é rica em polifenóis, compostos que diminuem o risco de doenças cardiovasculares por protegerem nossas artérias. Porém para que o chá faça efeito o consumo deve ser de cerca de 5 xícaras ao dia.
Prebióticos e probióticos - Os prebióticos são carboidratos complexos que funcionam como o principal alimento das bactérias benéficas (probióticos) do nosso intestino. Os prebióticos estimulam a proliferação destas bactérias, induzindo efeitos favoráveis à nossa saúde, uma vez que aumentam o número de evacuações semanais, eliminando as toxinas presentes no trato digestivo. Fontes de prebióticos incluem cebola, tomate, centeio, alho, banana, aspargo, alcachofra e mel.
Os probióticos são os microorganismos vivos que, juntamente com as fibras, atuam promovendo o equilíbrio da flora intestinal. Este equilíbrio acarreta um controle do colesterol e da pressão arterial, a ativação da imunidade, a redução diarréica e da formação de gases e a diminuição do risco de desenvolvimento de câncer. Os probióticos podem ser encontrados em leites fermentados, em iogurtes e em suplementos nutricionais.
Até a próxima!
Andreia Torres
Nutricionista
CRN 1685 - 1