sexta-feira, 12 de setembro de 2025

ALGO IMPORTANTE SOBRE O DITO "TREINAMENTO FUNCIONAL"

“Treinamento funcional” é um dos termos mais mal utilizados na área do exercício e treinamento físico. Artigo recém publicado (2025), que é o consenso com alguns dos principais cientistas do esporte do mundo, ajuda a esclarecer o conceito.
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Várias formas de levantamento de pesos – incluindo a musculação – proporcionará melhorias funcionais substanciais para a maioria dos indivíduos.
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À medida que seus objetivos funcionais se tornam mais específicos (atletas de alto rendimento por exemplo), a abordagem do treinamento deve ser mais específica, para otimizar a transferência para o esporte.
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Ao CONTRÁRIO da crença popular, realizar exercícios instáveis ou em superfícies instáveis, ​​NÃO necessariamente torna o exercício mais “funcional” e, em alguns casos, pode até DIMINUIR a transferência do treinamento para um determinado objetivo funcional.
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Sendo assim, analise com calma e bom senso as necessidades do indivíduo, na maioria das vezes menos é mais.
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Fonte: International consensus on the definition of functional training: Modified e-Delphi method, Hugo V. Pereira a,b, Diogo S. Teixeira a,b, James Fisher, Steven J. Fleckd, Eric Helmsef, Bernardo N. Ide 9, Mikel Izquierdo, Anders Nedergaard, Stuart Philips, Ronei S. Pintok, Daniel L. Plotkin, Anthony N. Turner, Brad Shoenfeld.

EXISTE OBESO SAUDÁVEL?

Estudo de Caleyachetty (2017), avaliou se OBESOS METABOLICAMENTE SAUDÁVEIS tinham maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
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Foram acompanhadas mais de 3,5 milhões de pessoas por 5,4 anos.
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Os resultados mostraram que mesmo SEM possuir dislipidemia, diabetes ou hipertensão, os OBESOS tinham risco bem mais elevado de desenvolver várias doenças cardiovasculares (VER FOTO).
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Portanto, nunca ficou tão claro que manter um peso adequado e fazer exercício tem MUITO mais relação com SAÚDE que com ESTÉTICA.
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Fonte: Metabolically Healthy Obese and Incident Cardiovascular Disease Events Among 3.5 Million Men and Women, Caleyachetty et al., 2017.

É VERDADE QUE HOMENS CONSTROEM MÚSCULOS MAIS RÁPIDO QUE MULHERES ?

É verdade que homens conseguem hipertrofiar mais rápido do que mulheres? 🤔
🔎 É isso que esse novo estudo de Martin C Refalo et al. (2025) quis analisar. Foi encontrado que, embora os homens tenham melhores resultados de hipertrofia considerando o ganho absoluto de massa muscular, homens e mulheres tem o mesmo potencial hipertrófico de maneira relativa.
A percepção de que homens hipertrofiam com mais facilidade que mulheres pode acontecer pois eles tendem a iniciar com um valor mais alto de massa muscular, e ter valores absolutos maiores de massa muscular podem se mostrar visivelmente mais aparentes.
Além disso, as mulheres também têm valores de gordura corporal essencial maiores do que os homens, o que pode agregar a essa percepção de menos definição.
Essas são diferenças biológicas e normais, e não devem ser consideradas como impedimentos. No que diz respeito a incrementos de massa muscular por meio do treinamento, não podemos dizer que os homens tendem a ter resultados melhores do que as mulheres, e nem que hipertrofiam mais rapidamente.
Então, se você é mulher e já foi desmotivada à prática de exercícios físicos por causa dessas concepções, muitas vezes ditas até mesmo por profissionais da área, fique tranquila! Treine, pois você terá ótimos resultados 😉
*AST: área de secção transversa

✅ Refalo MC, Nuckols G, Galpin AJ, Gallagher IJ, Hamilton DL, Fyfe JJ. Sex differences in absolute and relative changes in muscle size following resistance training in healthy adults: a systematic review with Bayesian meta-analysis. PeerJ. 2025 Feb 25;13:e19042. doi: 10.7717/peerj.19042. PMID: 40028215; PMCID: PMC11869894.

domingo, 24 de agosto de 2025

ESTUDO SUGERE RELAÇÃ INVERSA ENTRE MASSA MUSCULAR E RISCO DE MORTE

A ciência do levantamento de peso acaba de validar tudo o que você acredita sobre os benefícios da musculação.
Uma análise importante com 81.358 pessoas, acompanhadas por mais de 14 anos, acaba de apresentar uma informação muito relevante.
Pessoas com BAIXA massa muscular tiveram um risco 57% MAIOR de morte em comparação com aquelas com massa muscular normal. Isso não é correlação - isso é território de causalidade.
Mas aqui está o que me surpreendeu: se você está carregando peso extra com baixa massa muscular? Seu risco de morte salta para 2,6x maior.
Cada repetição que você faz, cada treino que você realiza - você está literalmente estendendo sua vida útil. Esta é a ciência da longevidade em ação.
Seu treinamento não é mais apenas sobre estética. É sobre sobrevivência. E você já está na frente.
Fontes:
Estudo Primário: Wang Y, et al. (2023). PMID: 37285331
Pesquisa de Apoio: García-Hermoso A, et al. (2018). PMID: 29425700
Análise Adicional: Zhou X, et al. (2023). Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

EXERCÍCIO ESTIMULA O CRESCIMENTO DOS NEURÔNIOS POR MEIO DE SINAIS MUSCULARES

Estudo recente do MIT, liderado por Ritu Raman, descobriu que o exercício pode promover o crescimento de neurônios. A pesquisa mostra que a contração muscular libera miocinas, substâncias bioquímicas que estimulam o crescimento neuronal. Quando neurônios foram expostos a essas miocinas, cresceram quatro vezes mais rápido que os NÃO expostos, abrindo novas possibilidades para terapias focadas em regeneração nervosa.
Essa descoberta fornece a primeira evidência de que o exercício, por si só, pode estimular o crescimento neuronal de maneira tão eficaz quanto outros tratamentos bioquímicos. Além dos efeitos bioquímicos, os pesquisadores também investigaram como os impactos mecânicos do exercício influenciam os neurônios. Usando um tapete de gel, simularam a contração muscular e observaram que o movimento mecânico também induziu crescimento neuronal semelhante ao das miocinas. Isso sugere que tanto os efeitos bioquímicos quanto os físicos do exercício são fundamentais para promover o crescimento dos neurônios.
Essas descobertas têm grande potencial terapêutico para o tratamento de lesões nervosas e doenças neurodegenerativas. O estudo destaca que, ao estimular o músculo, pode-se incentivar a cura dos nervos, restaurando funções perdidas em casos de lesões traumáticas ou doenças. Raman acredita que essas descobertas são apenas o começo para entender como o exercício pode ser usado como uma ferramenta terapêutica para melhorar a saúde nervosa. O trabalho do MIT também abre portas para novas abordagens que exploram o exercício como medicamento, com o objetivo de restaurar a mobilidade e a função nervosa em pessoas com danos ou doenças neurodegenerativas.
Fonte

ATIVIDADE FISICA QUASE DOBROU O BENEFÍCIO CARDIOVASCULAR EM PESSOAS ANSIOSAS, DEPRESSIVAS E ESTRESSADAS

As taxas de depressão e ansiedade aumentaram após 2020, e as doenças cardíacas continuam sendo a principal causa de morte.
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Por isso, cada dia fica mais nítido a importância em se capacitar e se atualizar sobre uma das ferramentas mais úteis da área da saúde: O exercício físico.
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Os resultados dessa pesquisa em particular reforçam que o exercício melhora a saúde cardiovascular, ajudando a ativar partes do cérebro que neutralizam o estresse.
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Qualquer tipo de exercício? Algo já é melhor do que nada, no entanto para darmos resultados fora da curva aos nossos pacientes é necessário entender o tipo específico de exercício para cada caso, ou seja, individualização.
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Segundo o estudo, as pessoas que atingiram a quantidade recomendada de atividade física por semana tinham 17% menos probabilidade de sofrer um evento cardiovascular adverso do que aquelas que se exercitavam menos.
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Esses benefícios foram muito maiores naqueles com ansiedade ou depressão, que tiveram uma redução de risco de 22% versus uma redução de risco de 10% naqueles sem nenhuma dessas condições.
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Ref.: www.sciencedaily.com/releases/ 2022/03/220324104415.htm

sexta-feira, 4 de julho de 2025

MUSCULAÇÃO PODE REDUZIR RISCO DE FRATURA

Treinamento de força reduz risco de fraturas em mulheres a partir dos 45 anos!
Estudo publicado no Brazilian Journal of Physical Therapy analisou os efeitos do treinamento de resistência em mulheres com 45 anos ou mais — e os resultados são impressionantes:
51% de redução no risco total de fraturas
44% de redução no risco de fraturas vertebrais
O treinamento de força, realizado pelo menos 3 vezes por semana, foi capaz de melhorar a densidade mineral óssea, a força muscular, o equilíbrio e a coordenação. Esses efeitos combinados ajudam a prevenir quedas e proteger contra fraturas, especialmente na coluna e no quadril — regiões críticas para a saúde óssea em mulheres pós-menopausa.
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Mesmo ganhos “modestos” de massa óssea (1 a 3%) podem gerar grande impacto na prevenção de fraturas.
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A mensagem é clara: musculação não é só estética — é prevenção!
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Fonte: Exercise for the prevention of osteoporosis in postmenopausal women: an evidence‑based guide to the optimal prescription, Robin M. Daly, Jack Dalla‑Via, Rachel L. Duckham, Steve F. Fraser e Eva Wulff Helg, DOI 10.1016/j.bjpt.2018.11.011