E se o exercício intenso fizesse mais do que melhorar seu condicionamento?
Um estudo publicado no Journal of Applied Physiology investigou justamente o efeito da intensidade do exercício sobre a mobilização de células-tronco e progenitoras hematopoéticas (HSCs).
Os participantes realizaram exercício em bicicleta em duas condições:
70% da potência máxima, até a fadiga
30% da potência máxima, com o trabalho total igualado ao exercício mais intenso
O resultado chamou atenção:
→ Após o exercício mais intenso, as células CD34+ aumentaram 98,4% no sangue, praticamente dobrando em relação ao período pré-exercício.
A quantidade de células mononucleares aumentou 139% imediatamente após o exercício intenso.
Já o protocolo de menor intensidade não apresentou aumento significativo dessas células.
E mais: a maior mobilização aconteceu imediatamente após o exercício.
Isso sugere que, nesse contexto, a intensidade do exercício foi mais determinante para a mobilização dessas células do que simplesmente realizar a mesma quantidade de trabalho.
! Importante: isso não significa que seja necessário treinar até a exaustão para obter benefícios. O estudo avaliou especificamente a mobilização de células hematopoéticas da medula óssea para a circulação, e os próprios autores destacam que o efeito do exercício, isoladamente, é menor do que estratégias farmacológicas utilizadas clinicamente para mobilização celular.
Referência: Baker JM, Nederveen JP, Parise G. Aerobic exercise in humans mobilizes HSCs in an intensity-dependent manner. Journal of Applied Physiology. DOI: 10.1152/japplphysiol.00696
PMID: 27881669