"ARTROSE NO JOELHO: TREINAR NA ACADEMIA AJUDA OU PIORA?"
Receber o diagnóstico de artrose no joelho costuma vir acompanhado de um conselho automático. Evite esforço. Pare de treinar. Poupe a articulação. Mas será que esse é realmente o melhor caminho? Ou será que a falta de movimento pode piorar ainda mais o quadro? 
A artrose é uma condição degenerativa que envolve o desgaste da cartilagem articular. Isso pode gerar dor, rigidez e limitação de movimento. Por muito tempo, acreditou-se que o repouso seria a melhor forma de proteção. Hoje, a ciência mostra que o cenário é diferente.
O movimento controlado é um dos principais aliados no manejo da artrose. Exercícios bem orientados ajudam a fortalecer a musculatura ao redor do joelho, especialmente quadríceps e posteriores. Esses músculos atuam como suporte da articulação, reduzindo a sobrecarga direta sobre a cartilagem.
Além disso, a atividade física melhora a lubrificação articular e contribui para a redução da dor ao longo do tempo. Isso acontece porque o movimento estimula a circulação do líquido sinovial, essencial para o funcionamento saudável da articulação.
Mas existe um ponto crucial. Não é qualquer exercício, nem qualquer intensidade. Movimentos de alto impacto ou execução inadequada podem, sim, agravar o quadro. Por isso, o treino precisa ser adaptado. Exercícios como leg press com carga controlada, fortalecimento isométrico e trabalhos de mobilidade são frequentemente utilizados com bons resultados.
Outro fator importante é a consistência. Resultados não aparecem em poucos dias. A melhora funcional vem com regularidade e progressão gradual, sempre respeitando os sinais do corpo.
No fim, parar completamente pode parecer seguro, mas pode levar à perda de força, aumento da rigidez e piora da dor. Já o movimento consciente abre caminho para mais estabilidade e qualidade de vida.
E você, tem evitado o movimento por medo ou já começou a usar o treino como parte da solução?
Fonte: Osteoarthritis and Cartilage Journal; American College of Rheumatology
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